Sapsurro, a despedida perfeita da Colômbia.

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A princípio iria para o Panamá de veleiro, diretamente de Cartagena de Índias, um paraíso histórico praticamente dentro do Caribe. A economia me fez mudar de ideia – o preço mínimo cobrado por essa viagem é de 500 dolares, e eu não estava disposto, nem podia, gastar essa “plata” em tão pouco tempo. Minha viagem só estava começando.

Daí é que começou a história da segunda opção mais fantástica que já vivi. A faixa de terra derradeira da Colômbia, também Caribe, que vai de encontro ao vizinho Panamá e sua peculiar América Central.

Fui a cidade de Turbo, a oeste do país, onde existe um pequeno porto, e de lá segui caminho, já pensando(subestimando, com inocência, a incrível Colômbia, por pensar não haver mais tanto) nas raras terras panamenhas.

Que surpresa linda! – Não iria mais seguir caminho assim tão rápido, conheci e me apaixonei plenamente pela tranquilidade deste lugar.
Fiquei por uma semana. E até hoje, como muito que fiz, não sei o motivo de não ter descansado mais… talvez o instinto viajeiro já estava dentro de mim.

Os poucos turistas são em maioria colombianos – pouco estrangeiro, como eu – e o clima é de paz, essencialmente, a qualquer hora.

Capurganá, Sapsurro (ponta oeste da Colômbia, fronteira com o Panamá) e Miel (a primeira do Panamá) são três praias ilhadas pela inexistência de estradas de acesso, povoadas por nativos que vivem basicamente da pesca e separadas por duas pequenas montanhas – dois ambientes mágicos, com trilhas entre uma praia e outra e vistas especiais.

Fiquei em Sapsurro, a mais tranquila das três. Por aí desansei por uma semana, refiz as energias gastadas com intensidade em todo país e conheci muita gente boa. Foram os colombianos Fernei, Alex e as duas Lauras, o argentino Julio e os cariocas Sandro, Thiago e Ana. Contemplamos forte esse lugar, interagimos sobre o mundo em outras dimensões, perdi um pedaço do meu dedão direito numa pedra no mar, comemos simples, acampamos…

Julio e os três brasileiros foram meus companheiros de viagem até a Cidade do Panamá, por dentro de San Blas, arquipélago com centenas de micro ilhas habitadas e controladas por indígenas, já em águas panamenhas. Um paraíso tema do próximo relato.

        Será se os loucos são realmente loucos?